Peça Nacional

12/11/2004 - 15h10min

Presente no país desde 1997, onde já investiu mais de 700 milhões de dólares, a companhia estima produzir 66 mil automóveis em 2004 e 80 mil unidades em 2005.

O presidente mundial do grupo, Jean Martin Folz, afirmou nesta quinta-feira que estratégia para reduzir as perdas será aumentar a compra de peças e equipamentos locais, elevando o índice de nacionalização de veículos.

"é uma chave para a melhoria dos nossos resultados o aumento da taxa de nacionalização", disse ele a jornalistas.

Sem abrir os números brasileiros, o executivo informou que o grupo teve em 2003 prejuízo de 200 milhões de dólares na América Latina. A perspectiva é reduzir essa perda em 2004 e conseguir resultado equilibrado em 2005. No mundo, o faturamento do grupo gira em torno dos 60 bilhões de euros.

"A contribuição do Brasil será negativa em 2004, porém melhor do que em 2003", afirmou.

Presente no país para a cerimônia de início da produção do modelo 206 SW, da Peugeot, que terá 70 por cento de índice de nacionalização, Folz anunciou que o grupo começa no ano que vem a produzir automóveis flexfuel, que podem ser abastecidos tanto com álcool ou gasolina.

Peugeot

Num primeiro momento, serão dois modelos com essa característica, o 206 e o C3. O executivo torce para que os carros de passeio sejam autorizados a também usar diesel no futuro.

"Substituir gasolina por diesel reduz as emissões para a atmosfera em 20 por cento, é fortemente ecológico", afirmou.

O grupo PSA é o maior produtor de motores a diesel na Europa e, no Brasil, desenvolve junto com a Universidade de São Paulo (USP) estudos para fabricação e aplicação do biodiesel.

A companhia investiu 30 milhões de dólares do total de 50 milhões de dólares programados para o Brasil em 2004 na produção do 206 SW, cujo lançamento contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A previsão é produzir 15 mil modelos 206 SW em 2005, dos quais 11 mil serão vendidos no mercado local e 4 mil, exportados.

"Outros carros serão lançados, queremos aumentar nossos resultados também com o lançamento de novos modelos", disse Folz. A partir do Brasil, o grupo tem vendido para outros países da América do Sul e, neste ano, prevê exportações de 100 milhões de dólares.

A Peugeot ocupa a quinta colocação no mercado brasileiro, com 4,3 por cento de market share, e produz quatro modelos e dois tipos de motores em sua única fábrica brasileira, em Porto Real. A Citroen tem 1,4 por cento do mercado com produção prevista para este ano de 21 mil carros.

Por: Transline